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O SUJEITO E A LINGUAGEM NA CLÍNICA

  • Foto do escritor: Prof. Roberval Ignácio
    Prof. Roberval Ignácio
  • 2 de jun.
  • 1 min de leitura

Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2004.




Esta dissertação tem como objetivo compreender o lugar e o modo de escuta do psicólogo clínico, através da análise da estrutura e do funcionamento do discurso que se produz sobre a clínica em relação com o discurso produzido em seu interior, enquanto um espaço de interlocução entre sujeitos, que afeta e é afetado pelo processo de individualização do sujeito-psicólogo e do sujeito-paciente em um contexto histórico-social dado, tendo como referencial teórico e metodológico a Análise de Discurso sustentada pelos trabalhos de Michel Pêcheux e de Eni Puccinelli Orlandi, o que implicou em se discutir, mesmo que provisoriamente, as possibilidades de uma clínica interdisciplinar, articulando os campos da Psicologia e da Psicanálise. A descrição e análise dos discursos lexicográfico e midiático, articulado a outras discursividades, se deram em torno de três grandes questões: o lugar do sujeito-psicólogo e seu processo de formação, o lugar do sujeito-paciente na sociedade moderna, e a interlocução desses sujeitos no espaço da clínica, considerando que o sujeito ao falar está em plena atividade de interpretação e que esta é sempre regida por condições de produção específicas, ou seja, pelo produção de um imaginário em que a ideologia está sempre presente. Os resultados apontaram para a necessidade de se pensar a formação do psicólogo de modo que ele possa fazer uma escolha consciente e consistente, do ponto de vista epistemológico, quanto ao tipo de prática clínica que irá desenvolver, não se escudando em uma noção ambígua e simplista de interdisciplinaridade, mas historicizando seu dizer, representando-se como autor: responsabilizando-se pelo que diz ou escreve.



 
 
 

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